CRÍTICA - Vingadores : Guerra Infinita
Eu realmente odeio o Universo da Marvel no cinema.
Eu odeio sua fotografia sem inspiração. Sua paleta de cores sem o mínimo de contraste. Suas tramas absolutamente pueris. Tudo.
Talvez, aprove o respeito às características de origem de alguns personagens. De resto, mé.
Não é inveja, é ver como se tornaram grandes, sendo pequenos. Um dia, falaremos sobre a intensa rede cybernética de nerds que vende subliminarmente esses pseudo-produtos ao publico civil, ávido por entretenimento esquecível.
Mas esse dia não é hoje.
Hoje é o dia da crítica atrasada de Guerra Infinita.
Ser crítico ao Universo Marvel, não me impede de reconhecer que, eventualmente, há filmes discrepantes da mediocridade acinzentada que reina no MCU.
È o caso de Pantera Negra, è o caso de Guerra Civil. È também o caso de Guerra Infinita.
O Filme, a principio, é bom.
Dá raiva, de ver como esse filme é bom. Como é bem estruturado.
O MCU está tão avançado, que os roteiristas tem um panteão de personagens clássicos à sua disposição para se divertir. Dá pra notar a liberdade e inventividade que fluia pelas mãos dos seus criadores. Foi um desbunde.
Acertaram. Era o que eu queria ver.
Não é um BVS, mas é vale.
Eu não conhecia o Thanos, nunca li nada sobre o dito cujo, apenas sabia que era uma cópia safada do Darksaide, da DC.
O puto está excepcionalmente bem computadorizado, até parece que existe.
A trilha sonora, é porca, como sempre no MCU, não consigo fixar muita coisa, porém, há que se destacar que quando o cenário muda para Wakanda, a trilha recebe uma valorizada, se torna mais memorável.
O nível de violência está mais alto que nós filmes anteriores. De fato, desde a entrada dos irmãos Russo no MCU, os filmes apresentaram cenas mais fortes.
A estreia dos irmãos na direção, em Winter Soldier, trouxe o nick fury atirando Á QUEIMA-ROUPA, na cabeça, sem misericórdia, em um senhor de idade, rendido. Que por ventura, era o vilão do filme.
Ou quando o Soldado espanca impiedosamente o rosto de Steve Rogers com um braço de ferro. Achei forte.
Em Guerra Infinita, os vingadores matam mesmo. sem pudor. destaque para o Homem-Aranha e o Iron Man, que em conjunto lançaram um inimigo ao espaço sideral. O filme exibe ainda o pobre E.T. morrendo lentamente fora da nave, enquanto seu corpo congela.
Nessas horas, ninguém lembra do código moral do aranha nos quadrinhos, se ele fosse da DC, quem sabe...
Em outro momento, o visão atravessa o peito de um inimigo com uma lamina. bem explícito.
Gamora, numa ilusão provocada pelo carecão roxo, atravessou uma espada na garganta do thanos, enquanto seu sangue jorrava.
Por fim, demonstrando brutalidade, já conhecida nas mitologias, Thor enfia seu machado no peito do Thanos, e ainda o tortura, afundando lentamente a lâmina do machado na cavidade aberta do vilão, para tentar matá-lo mais rápido.
È um filme brutal com cores de criança, uma proposta bizarra.
Nesse quesito, o DCU (ou Worlds of DC, risos), é mais honesto, a atmosfera dark dialoga com a proposta dos filme.
Thanos ao final da trama, quando capturou a joia que estava com visão, se preocupou em ser bastante piedoso, poupando todos os vingadores de uma morte brutal. era só porradinha fofa para afasta-los do seu caminho.
Sem nexo.
Talvez a crença que mortes aleatórias provocadas pela luva seriam mais justas, em vez de matar todos. Talvez, mas não creio.
A chegada de thor em wakanda, tão aplaudida entre seus entusiastas. Nada além do esperado, não é algo inesperado que trouxe esperanças ao povo. Nem se compara a LACRADORA MARAVILHA, chegando na cócó, DE SURPRESA, com uma trilha sonora épica, com pose, com estilo, com presença, trazendo à segurança de uma guerreira para a batalha, e salvando a vida do morcego bicha.
O final é esplendoroso, as cenas de vaporização são (quase) dignas de um Zack Snyder, bem orquestradas com a trilha sonora, planos de fotografia bem elaborados. Ponto positivo.
Só isso, alguns cenas mais inspiradas aqui e ali, de resto.
O caveira vermelha, inicialmente, parecia ser A Morte, a qual o Thanos era apaixonado nos quadrinhos.
o MCU podia lacrar e arriscar que o Thanos amava o Caveira vermelha, e faria tudo para tê-lo ao seu lado.
Faltou coragem aí.
De resto, filme médio, é bom, mas é médio, dentro do MCU se destaca.
nota: 2 MARTAS!






Comentários
Postar um comentário